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Maria Antunes

Maria Antunes

©João Henrique Moreno

Biography

Coreógrafa e performer com prática situada entre a dança contemporânea e as culturas Street e Clubbing. A sua investigação artística centra-se no corpo enquanto território político — especialmente o corpo feminino — explorando poder, resistência e transformação.
É autora de PANTERA (2024), vencedor do Prémio do Público no Concurso Internacional Solo-Tanz-Theater Stuttgart 2025; REDOR (2019), 1.o Prémio Jovens Criadores Dança Fundação da Juventude/IPDJ, 2021; e DENDRO (2022), criação site-specific sobre ecologia, metamorfose e monocultura. Criou FLORA – vegetal, não vegetativo (2022) para a Escola Superior de Dança.
O seu trabalho articula energia crua e celebração feminina com reflexão crítica sobre tempo, controlo e estruturas de poder. Como intérprete, colaborou em criações como CARCAÇA, BROTHER e SALÃO PAVÃO, de Marco da Silva Ferreira; ATSUMORI, de Catarina Miranda; e CENTRO DO MUNDO e TECNO ZOMBIES, de Ana Borralho & João Galante; .Grito de Piny. Destaca ainda a colaboração com Filipa Peraltinha (projecto OMIRI) e Orchidaceae Collective. Tem ministrado workshops e aulas em contextos internacionais, incluindo Tanzfabrik (DE), Charleroi Danse (BE), Théâtre de Nîmes (FR), motion*s (DE) e Estágio de Dança Aveiro (PT).

Sinopse do Projeto

NINFA (título provisório) é uma performance a solo que investiga o corpo feminino como território de poder, desejo e autodeterminação. Questiona a construção histórica do corpo da mulher enquanto objeto de olhar e espaço regulado por normas morais, religiosas e sociais.
Partindo dos arquétipos mitológicos da ninfa — figuras associadas à natureza e à sexualidade, cuja herança simbólica ecoa na patologização do desejo feminino (como no termo “ninfomania”) — a obra propõe uma reconfiguração da sensualidade como força autónoma, e não como algo disponível ao consumo.

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